Alivio médio não deixa resquício
Nenhum compromisso
Felicidade indescritível
Não importa a razão
Depois vai em frente
Até a próxima emoção
Importante a vazão
Jorra secreções
Dispersa a pressão
Sentimento arredio
Pensamento vadio
Aumento dramático de liberalidade
Instrumento tosco de felicidade
Indício de fato marcante
Significado contido
Limite da loucura
Numa rima de três
Ritmado namora Carolina
Compassado enamora Felipe
Perder a noção de uma vez
Sensação única...
Como degustar um jerez
Depois um vazio
Nada mais!
Virar de lado
Dormir como um clandestino
Ao lado de uma menina
E de outro menino.
(André Miranda)
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
O Que me Yin-Yang
O que me toca se retoca,
O que me faz se desfaz,
O que me fica se vai,
O que me apraz se desfaz,
O que me é lindo se deslinda
O que me atrai me retrai,
O que me deprime me reprime,
O que me dói me corroí,
O que me mede me repele.
(André Miranda)
O que me faz se desfaz,
O que me fica se vai,
O que me apraz se desfaz,
O que me é lindo se deslinda
O que me atrai me retrai,
O que me deprime me reprime,
O que me dói me corroí,
O que me mede me repele.
(André Miranda)
sexta-feira, 8 de julho de 2011
A Noite Todos os Meninos São Pardos
A cidade escurece,
Edifícios, carros, luzes,
A cidade explode num alvoroço,
Corre a larga em luzes e cores,
Pulsa vibrante e cortante,
Cheira a fumaça e loção Bozzano,
A pedra de crack e desodorante de madame,
Cheira a Chanel e a desodorante de marca barbante,
Ah! Não vá chamar puteiro de luxo de bordel.
Inala cocaína o favelado e o bacana,
O padre, o pastor, o empresário e o jogador,
Teu pai, tua vó, o político, o rabino e o doutor...
Cheiram suas fugas anestésicas, e a todos enganam,
Todos eles, respeitavelmente ambiciosos,
Eternamente gananciosos,
Orgulhosos de seus éthos,
E implacavelmente focados...
Em suas ambições,
Em suas realçadas vaidades,
E em sua nobre vocação de salvar a moral da sociedade,
Cuidado menino, se não você se dana,
Eles se esparramam na cama,
Comem tua mãe, e te deixam na lama.
(André Miranda)
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Salve Menina
Olha aquela menina, quanta graça,
Quero te beijar com gosto,
Bendita e tua boca entre as lésbicas,
Maldita esta fruta que carregas em teu meio,
Santa menina que nos faz pecador,
Com este olhar doce, sublima o teu cheiro,
E mostra teu sorriso também.
(André Miranda)
(Homenagem as meninas Sappho de Lesbos)
Quero te beijar com gosto,
Bendita e tua boca entre as lésbicas,
Maldita esta fruta que carregas em teu meio,
Santa menina que nos faz pecador,
Com este olhar doce, sublima o teu cheiro,
E mostra teu sorriso também.
(André Miranda)
(Homenagem as meninas Sappho de Lesbos)
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Âmago
Profundezas da alma
Uma essência adormece
Coloca água acrescenta mel
Efervescência levanta
Doce morte se aflora
Borbulhas!
Abissal nossa alma
Alquimia evanesce
Coloca água acrescenta fel
Quintessência levanta
Doce vida implora
Loucuras!
(André Miranda)
Uma essência adormece
Coloca água acrescenta mel
Efervescência levanta
Doce morte se aflora
Borbulhas!
Abissal nossa alma
Alquimia evanesce
Coloca água acrescenta fel
Quintessência levanta
Doce vida implora
Loucuras!
(André Miranda)
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Tempo
O problema conceitual de tempo é que,
O passado vem e te machuca,
O futuro de longe te perturba,
O coitado do presente!
Não vive e leva a culpa.
(André Miranda)
O passado vem e te machuca,
O futuro de longe te perturba,
O coitado do presente!
Não vive e leva a culpa.
(André Miranda)
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Moto-Contínuo
Contínuo cansaço
Nado contra a corrente
Sinto-me dormente
O trem vai partir
Ele parte do nada
Podemos dançar
Andar é o que nos faz
Em nossa premissa
Eu falo de coisas
O trem já chegou
Vindo do nada
Cansaço contínuo,
Contra a corrente eu nado
Dormente eu estou
Partindo vai o trem
Do nada ele parte
Dançar nos podemos
Fazendo e andando
A premissa é nossa
Coisas que falo
Chegada do trem
Do nada ele veio
Contínuo cansaço
(Andre Miranda)
Nado contra a corrente
Sinto-me dormente
O trem vai partir
Ele parte do nada
Podemos dançar
Andar é o que nos faz
Em nossa premissa
Eu falo de coisas
O trem já chegou
Vindo do nada
Cansaço contínuo,
Contra a corrente eu nado
Dormente eu estou
Partindo vai o trem
Do nada ele parte
Dançar nos podemos
Fazendo e andando
A premissa é nossa
Coisas que falo
Chegada do trem
Do nada ele veio
Contínuo cansaço
(Andre Miranda)
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